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Personalidades da Falta D'água: Paulo de Frontin

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Como a crise hídrica parece estar se aproximando do Rio de Janeiro, vou aproveitar para falar de personagens que ficaram famosos com crises semelhantes ocorridas na cidade durante o século XIX. O primeiro deles é Paulo de Frontin (1860-1933). Quando o prédio da Nova CEDAE foi inaugurado, eu reparei que uma estátua ficou ensacada logo na entrada por longos meses. O que parecia um defunto esperando o rabecão era, na verdade, uma homenagem a Paulo de Frontin, engenheiro que contornou uma crise de falta d'água crônica na cidade, no ano de 1888. Escultura de Paulo de Frontin no Centro do Rio Com os chafarizes disponíveis para a população do Rio de Janeiro secos, o jovem engenheiro venceu um concurso público organizado pelo Império para solucionar o problema com um plano ousado: canalizar as águas do rio Tinguá para a capital do império em apenas 6 dias! O sucesso do plano foi surpreendente, e contribuiu para o abastecimento de água da cidade por vários anos. E também ajudo...

Arquitetura Neomourisca no Rio de Janeiro

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S empre que passo na Avenida Brasil e vejo o prédio da Fiocruz, ou quando estou passando no Méier e vejo a Igreja do Coração de Maria, dou uma espiadinha e comento com quem está do meu lado sobre a beleza desses prédios. Hoje vou desenterrar o meu blog falando sobre esses prédios e sobre a arquitetura neomourisca. O estilo Neomourisco, ou neoárabe, ou neoislâmico, etc., esteve em voga no Rio de Janeiro no início do século XX. Foram construídos até a década de 1930 vários prédios que são referência nesse estilo arquitetônico na nossa cidade. Mas começo a história não por um prédio, mas por uma sala: Salão Mourisco do Palácio do Catete : uma das primeiras referências no Brasil a esse estilo arquitetônico. Esse salão, inspirado no palácio de Alhambra, na Espanha, era voltado para os homens que ali fumavam seus charutos e conversavam sobre seus negócios e outras coisas que vocês podem imaginar...   http://media-cdn.tripadvisor.com/media/photo-s/02/99/65/7a/f...

Prédios Neoclássicos do Rio de Janeiro

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Arquitetura muitas vezes não tem apenas preocupações estéticas ou funcionais. Às vezes, o estilo de uma construção revela muito mais do que o bom (ou mau) gosto do projetista, revela um projeto de nação, como foi o caso do neoclassicismo no Brasil. O neoclassicismo foi um movimento acadêmico e artístico de inspiração iluminista surgido em meados do século XVIII. Buscou na Antiguidade Clássica (principalmente nas descobertas arqueológicas de Pompéia) e na cultura renascentista as suas inspirações literárias, arquitetônica e artística. Foi o principal modelo artístico no Brasil no século XIX. Sua origem no nosso país remonta à chegada da Família Real Portuguesa, fugida da Europa, em 1808. Antes mesmo da Independência, em 1822, vemos alguns prédios sendo construídos ou reformados de acordo com as regras do estilo no Rio de Janeiro. As construções do período não eram projetadas apenas para proporcionar conforto à nobreza portuguesa, mas principalmente, para expo...

O incêndio do Magazine Parc Royal

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Em 9 de julho de 1943, um incêndio de grandes proporções destruiu o Magazine Parc Royal , localizado na esquina do Largo de São Francisco com a atual rua Ramalho Ortigão [1] . O estabelecimento destruído era uma das filiais da cadeia de lojas de artigos de luxo, de propriedade de José Vasco Ramalho Ortigão. Projetado pelo arquiteto Morales de Los Rios, o prédio foi inaugurado em 1911, um período em que a cidade do Rio de Janeiro passava por grandes transformações urbanísticas, que buscavam transformá-la numa Paris tropical. Esse ideal refletia-se no comportamento da população, que procurava também imitar o modelo de consumo de sociedades européias nas lojas de departamentos. [2] O incêndio gerou grande cobertura jornalística, devido aos bombeiros mortos e feridos no combate ao fogo e por causa da acusação a sócios do estabelecimento de terem causado o incêndio criminosamente. O terreno onde funcionava a loja permanece sem construções, funcionado ali atualmente uma espécie de ca...

Prédios do Governo da Antiga Capital Federal

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Retomando as postagens, vamos falar sobre aqueles prédios públicos que vemos todos os dias e que, muitas vezes, não sabemos para o que que serviram no passado, bem como de alguns edifícios muito importantes para a nossa história que não existem mais. Nesse post, veremos especificamente as sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário na antiga Capital Federal. O Rio de Janeiro, pra quem não sabe.. Poder Executivo Palácio Itamaraty Construído em meados do século XIX, foi sede da Presidência da República de 15 de novembro de 1889 até 24 de fevereiro de 1897, quando a Presidência foi transferida para o Palácio do Catete. Passou a ser a sede do Ministério de Relações Exteriores até 1970. Palácio do Catete Construído para ser a residência do Barão de Nova Friburgo, Antônio Clemente Pinto, foi considerado o palácio mais bonito da capital do então Império do Brasil. Com a morte do Barão, foi ocupado por seu primogênito, o Visconde de São Clemente, que vend...

Revolta do Vintém: quando o governo cancelou o aumento do bonde.

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Uma coisa ficou certa - pelo menos para mim - ao ver toda essa mobilização dos protestos que vêm ocorrendo no País: mexer com o valor da passagem do transporte público às vezes é perigoso como fumar charuto dentro de um barril de gasolina. Quem nunca ouviu relatos de quebra-quebras do passado motivados por aumento de passagens em ônibus, trens ou barcas?   Às vésperas do natal de 1879, estavam sendo discutidas no governo algumas medidas para sanar a crise orçamentária do Império Brasileiro. A medida em questão era o aumento da passagem dos bondes em 10%, ou seja 20 réis, que equivalia a um vintém. O vintém “era a menor moeda do império. Com este valor se comprava 139 gr. de açúcar, 52 gr. de bacalhau, 29 gr. de banha, 125 gr. de batata, 45 de carne seca, 250 de farinha de mandioca, 13 de presunto, 9 de manteiga, 29 de toucinho” [1]   .   Moeda de vinte réis, ou um vintém, de 1869. O aumento foi amplamente discutido na imprensa pelo caráter pop...

A CADEG e os Mercados Municipais do Rio de Janeiro

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Fui almoçar com amigos em um restaurante da CADEG – Companhia de Abastecimento do Estado da Guanabara — que fica no bairro de Benfica, no Rio de janeiro. Além da excelente comida que comi e do ótimo papo, esse almoço serviu para uma breve pesquisa sobre os mercados municipais que já existiram nesta mui heroica cidade. Em 1830, começou a construção de um mercado municipal para tentar ordenar o comércio na cidade. Localizado na atual Rua do Mercado (criativo...), o “Mercado da Candelária”, inaugurado em 1841, funcionou até 1911, quando foi demolido. Hoje, no local onde funcionou, está o prédio modernoso da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. O Mercado da Candelária no alto da foto, à esquerda. O segundo mercado foi construído na época de Pereira Passos (1902-1906). Foi inaugurado em 14 de dezembro de 1907. Com uma estrutura metálica de 22.500,00 m² , tinha cerca de 200 lojas que forneciam à cidade mantimentos dos mais diversos, haja vista que o prefeito tinha ...